Relembre a trajetória de Jean Wyllys. O político, professor, jornalista e ex-BBB


Parlamentar do PSOL-RJ anunciou nesta quinta que não vai assumir o novo mandato como deputado federal após ameaças de morte. Carreira política se deu após vencer reality show.

Prestes a assumir um novo mandato como deputado federal, o professor universitário e jornalista Jean Wyllys, de 44 anos, abriu mão da carreira na política devido a ameaças. Relembre abaixo a trajetória do professor, jornalista, escritor, ex-BBB e político.

Natural de Alagoinhas, município baiano a 120 quilômetros de Salvador, Wyllys se dedicou à carreira acadêmica enquanto ainda vivia na Bahia.

Chegou ao Rio de Janeiro em 2005, e ficou nacionalmente conhecido ao vencer a 5ª edição do reality show Big Brother Brasil. A final foi disputada com a hoje atriz Grazzi Massafera. Após o programa, atuou como jornalista e apresentador de televisão.

Em 2010, foi eleito deputado federal pela primeira vez, já pelo PSOL, com 13 mil votos. Em 2014, foi reeleito com 144 mil votos. Após nova reeleição em 2018, com 24 mil votos, tomaria posse em 1º de fevereiro, mas desistiu e disse que permanecerá fora do país devido às ameaças.

David Miranda, vereador do PSOL do Rio, assumirá seu posto na Câmara dos Deputados.

Luta por movimentos sociais

Assumidamente homossexual, Jean Wyllys, já no BBB, demonstrava o perfil de luta por justiça social e direitos humanos. Como político, esteve envolvido com movimentos LGBT, negro e de mulheres. Alguns de seus principais objetivos foram o combate à homofobia, à intolerância e fundamentalismos religiosos, entre outras causas.

Projetos

O parlamentar foi autor de projetos como o que cria a campanha de conscientização e enfrentamento ao assédio contra as mulheres. No ano passado, defendeu a implementação de espaços de vivência específicos para travestis e transexuais em presídios.

Um ano antes, o deputado apresentou proposta para que fossem "vedadas quaisquer formas de proselitismo e discriminação" no ensino religioso. Na justificativa do projeto, Wyllys escreveu que a intenção era garantir "a liberdade de consciência e de crença" dos alunos.

Em paralelo ao que se habituou chamar de "Escola Sem Partido", Jean propôs um projeto antagônico: o "Escola Livre".

Contrário à agenda econômica do ex-presidente Michel Temer (MDB), Wyllys tentou revogar a reforma trabalhista num projeto apresentado em agosto 2017. O projeto ainda tramita na Casa.

Entre seus projetos há também tentativas de redefinir as normas de prisão em flagrante, criação de prazo para conclusão de investigação preliminar sob pena de arquivamento do inquérito e o impedimento de que candidatos usassem pré-nomes como "deputado", "coronel" ou "pastor".

Cuspe e antagonismo

Na Câmara dos Deputados, Wyllys foi alvo constante de provocações por parte dos colegas parlamentares e, durante as sessões no plenário e nas comissões, chegou a bater boca diversas vezes com adversários.

O episódio mais polêmico ocorreu durante a votação da abertura do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2016. Wyllys cuspiu no então deputado Jair Bolsonaro e foi punido pelo Conselho de Ética da Câmara com uma censura escrita.

Wyllys admitiu em entrevista à imprensa, no Salão Verde da Câmara, ter cuspido "na cara" do então deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), porque ele o "insultou", e disse que repetiria o gesto "quantas vezes" fossem necessárias.

Seis meses após o episódio, o Conselho de Ética da Câmara instaurou processo disciplinar para apurar o caso, que poderia resultar na suspensão de Wyllys por quebra de decoro parlamentar. O Conselho decidiu pela absolvição do parlamentar por 13 votos a zero (e uma abstenção). Jean Wyllys recebeu uma pena de censura por escrito.

Homenagens

Em 2013, o deputado recebeu a Medalha de Honra ao Mérito Pedro Ernesto, na Câmara Municipal do Rio, e o Troféu Nelson Mandela, por sua atuação em defesa da igualdade. No ano seguinte, ele recebeu pela segunda vez o título de Personalidade LGBT do ano, pelo DiverCidade Maravilhosa.

O político também passou a integrar a lista das 50 personalidades mundiais na defesa da diversidade, lista elaborada pela revista The Economist em 2015. Wyllys figurou na publicação ao lado de nomes como Dalai Lama, Malala Yousufzai, o empresário Bill Gates e o ex-presidente Barack Obama.

Também em 2015, foi premiado como melhor deputado pelo Prêmio Congresso em Foco. Dois anos depois, Wyllys foi eleito destaque na Defesa da Seguridade Social pelo Prêmio Congresso em Foco. O político também recebeu a Medalha do Mérito Farroupilha da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Fonte: G1

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