Deputado pede CPI da Enel e empresa rebate acusações de má qualidade


Cairo Salim pede CPI e diz que população não pode pagar pela falta de qualidade do serviço de energia em Goiás

A Enel Distribuição Goiás se posicionou sobre o requerimento apresentado pelo deputado Cairo Salim (Pros), na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), solicitando esclarecimentos sobre o aumento da tarifa de energia, apesar da má qualidade no serviço prestado. “No ano passado, ficamos em último lugar no ranking da Aneel de qualidade do serviço de energia.

A população não pode pagar por isso”, defendeu Salim que assinou o pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Alego, que visa investigar o cumprimento do contrato de compra e venda da Celg por parte da empresa italiana.

A empresa afirma que ainda não recebeu o requerimento, mas esclarece que o último aumento de tarifa da distribuidora foi aprovado em outubro do ano passado, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e se encontra em patamar similar aos últimos reajustes de todas as 54 distribuidoras do Brasil.

Em nota, a empresa esclarece, ainda, que as tarifas de energia são definidas pela Aneel com base em leis e regulamentos federais e contêm custos que não são de responsabilidade da Enel como: impostos, encargos setoriais, custos de geração e transmissão de energia. Estes valores são arrecadados pela distribuidora, por meio da tarifa de energia, e repassados integralmente às empresas de geração, transmissão e ao Governo Federal. Do percentual médio aprovado pela agência reguladora, em outubro, mais de 2/3 são custos que não são de responsabilidade da concessionária.

Outro trecho da nota diz que a Enel Distribuição Goiás reforça que apresentou para a Aneel, no último dia 25, e para o Governo do Estado de Goiás, um plano de melhorias que prevê a aceleração das iniciativas com foco na qualidade do fornecimento e no aumento da oferta de energia no Estado. Dentre as ações anunciadas, a companhia apresentou obras estruturais grandes e complexas para atendimento à demanda de energia no Estado.

“Serão construídas 13 novas subestações e outras 18 serão ampliadas até 2020, além da construção de cerca de 1,2 mil km de novas redes de média tensão e cerca de 80 km de linhas de alta tensão. No total, serão adicionados 400 MVA de capacidade até 2020, 40% destinado à Região Sul, sendo que 140 MVA já estará disponível ainda neste ano. Para reforçar o atendimento aos consumidores, a Enel Distribuição Goiás também se comprometeu a aumentar em 60% a capacidade da Central de Atendimento, além de criar um canal exclusivo de atendimento para uma parte dos clientes rurais.”

Por fim, a Enel Distribuição Goiás alega que já apresentou melhorias nos índices de qualidade, fiscalizados pela Aneel, tendo a duração média das interrupções do fornecimento de energia (DEC) reduzido em cerca de 6 horas em dezembro de 2018, em relação a dezembro de 2017 – a melhor duração desde dezembro de 2011. Com relação à frequência média de interrupções (FEC), o número alcançado em 2018 é o melhor da história da companhia. A companhia acrescenta que dos 148 conjuntos elétricos em que o Estado é dividido, 101 já apresentaram melhoras no DEC e representam 73% do total de clientes.

“Desde quando assumiu o controle da distribuidora de energia de Goiás, em fevereiro de 2017, já foram investidos mais de R$ 1,5 bilhão, volume de recursos que representa bem mais que o dobro dos cerca de R$ 600 milhões que a antiga CELG D investiu em 2015 e 2016, antes da privatização”, finaliza a nota.

Fonte: Emais Goiás

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