Hildo do Candango e sua encruzilhada política

Atualizado: Fev 14

Com os dias contados para encerrar o seu segundo mandato a frente da prefeitura de Águas Lindas de Goiás, Hildo tem uma difícil decisão a tomar, essa que poderá definir o seu futuro político em 2022.

Osmarildo Alves de Sousa, conhecido por Hildo do Candango, baiano da pequena cidade Condeúba, desde cedo já trilhava uma trajetória que o levaria para o cenário político, onde

aos 18 anos de idade começou a trabalhar na Câmara dos Deputados em Brasília.


Após consolidar suas raízes em Águas Lindas, Hildo decide enfrentar seu primeiro teste nas urnas em 2008, candidatou-se à Prefeitura de Águas Lindas, perdendo a eleição.

Dois anos depois, em 2010, candidatou-se pela primeira vez à ALEGO (Assembleia Legislativa do Estado de Goiás) onde foi eleito com 24.269 votos, com a vitória Hildo tornou-se o primeiro deputado eleito pelo município de Águas Lindas.


Dois anos depois em 2012, decide concorrer mais uma vez a prefeitura de Águas Lindas, dessa vez alcançando a vitória com 29.259 votos, totalizando 54,03% dos votos válidos.

Muitos criticaram a sua decisão de ter deixado a ALEGO pelo executivo àguaslindense, afirmam que se ele tivesse continuado na Assembléia Legislativa poderia ter conseguido mais melhorias para o município, afirmam que o mesmo usou a população como massa de manobra, uma escadinha para chegar a prefeitura de Águas Lindas.


Em 2016 conseguiu a reeleição com um resultado mais expressivo do que em seu primeiro pleito para prefeito, com 39.746 votos totalizando 66,41% dos votos válidos.

Em seus oitos anos de mandato, segundo especialistas, Hildo se destacou pela sua administração com um gerenciamento eficiente que segundo os mesmos transformou a história do município, tornando-se o melhor prefeito da história da cidade.

Com uma trajetória de 10 anos em exercício na política, Hildo inicia uma nova década tendo em sua frente uma verdadeira encruzilhada. Saindo de uma derrota histórica do seu grupo em 2018, conhecido como a ''Onda Azul'' liderada pelo tucano Marconi Perillo, Hildo viu seus principais aliados fracassarem.

É nesse ponto caro leitor que Hildo chega em sua encruzilhada política, pois está encerrando seu segundo mandato sem um grande nome realmente consolidado na opinião pública para dar continuidade ao seu legado.


O que está aparentando para muitos é que o grupo está dividido com tantos pré-candidatos ou apenas uma estratégia para consolidar um nome na reta final, e assim lançá-lo a majoritário ou fazer junção com outro grupo da cidade.


Seguindo da direita da tela, Jiribita, Rogemberg Barbosa, Anderson Teodoro, Giovanne Machado e Aderson da Modelle

Mais vamos a encruzilhada, Hildo tem três caminhos a seguir, o primeiro é lançar um nome de sua base como chapa pura, que são, Luiz Alberto Jiribita (PTB) seu fiel escudeiro, o decano Rogemberg Barbosa (PR) ex-presidente da câmara municipal, o secretário municipal Anderson Teodoro (PSDB), Giovanne Machado (PSD), também secretário de governo e o vereador Aderson da Modelle. Apesar de ter um grupo consolidado e forte, Hildo do Candango poderá precisar de uma composição ainda mais forte para vencer as próximas eleições.


O segundo caminho a tomar é o grupo Vilela que tem em sua liderança o segundo lugar nas eleições em 2018, o MDBista Daniel Vilela que ficou a frente o tucano Zé Eliton que naufragou na onda azul. O Grupo Vilela conta com um dos nomes de grande aceitação no município, o Dr. Lucas Antonietti da clinica Santa Mônica, o médico amado como é conhecido na cidade, tem conquistado a cada dia mais espaço e apesar de ainda não ter um grupo bem consolidado, Dr. Lucas Antonietti é o nome hoje com maior chance de vencer as eleições.

Hildo do Candango e Jiribita ao lado do Dr. Lucas Antonietti

Outro ponto importante nessa possível composição de Hildo com o grupo Vilela foi o retorno de um dos seus maiores aliados ao MDB, o ex-deputado federal Jovair Arantes que deixou o PTB e retornou ao MDB, partido onde iniciou a sua vida pública em 1983. Hildo tem uma enorme dívida de gratidão com Jovair que foi seu braço direito o apoiando em todas os seus pleitos municipais e durante as suas gestões. Esse grupo seria mais comodo também para um apoio do tucano Marconi Perillo, já que seria praticamente impossível o tucano apoiar qualquer candidato vindo do grupo Caiado.


O terceiro caminho a tomar seria o grupo Caiado, na qual Hildo foi oposição nas eleições passadas, mas tem provocado um relacionamento mais próximo ao governo estadual, e isso foi visto claramente em sua decisão de não acompanhar seu amigo Jovair ao MDB e assim continuar no PTB, partido que hoje está mais próximo do governo Caiado.

seguindo da direita da tela, Túllio, Hildo do Candango e Zé da Imperial

Nos bastidores já se alinha uma possível aliança entre Hildo e Caiado para apoio do candidato do grupo para prefeitura, e esse apoio segundo algumas fontes seria em troca do apoio de Caiado há Hildo em 2022.


É caro leitor, essa junção pode até parecer apropriada, o casamento perfeito, mas poderá ser uma decisão que Hildo viria a se arrepender, pois o grupo Caiado que é liderado hoje pelo democrata Túllio que praticamente está fora das próximas eleições e tem outro nome forte que é o primeiro suplente de deputado estadual Zé da Imperial (PSC), uma boa parte desse grupo não aceitaria uma composição como essa, e isso não é só a nível local é também a nível estadual, pois Hildo do Candango já tem em sua identidade algo carimbado, os doze anos ao lado dos governos tucanos.

Conversei com alguns parlamentares, nomes importantes do grupo Caiado, e para eles isso não seria bem recebido. Caso isso aconteça, segundo muitos, seria um ponto bastante negativo para Hildo do Candango há nível municipal e estadual.


Dessa vez Hildo do Candango não poderá errar, quando digo dessa vez, pois nas eleições passadas em uma jogada suicida no tabuleiro político, Hildo sacrifica a sua rainha Aleandra Sousa que estava praticamente com uma eleição garantida para ALEGO, em troca de deixar o Rei vivo, seu amigo Marconi Perillo e assim como no xadrez apesar do xeque-mate ser realizado em cima da figura do Rei, a mais importante do jogo, porém a peça mais forte do tabuleiro é a Rainha que sendo bem manuseada pode levar a vitória. Em 2018 Hildo poderia ter sacrificado peões, cavalos, torres e a até bispos, mais nunca a Rainha, pois hoje ele teria a foça dela na Alego e o grupo municipal consolidado, uma posição privilegiada nesse tabuleiro em 2020.


Fato é, que às eleições municipais de Águas Lindas de Goiás giram em torno novamente de Hildo do Candango que sem dúvidas é a liderança política mais forte do município.

Nessa encruzilhada política, a sua decisão poderá influenciar totalmente o seu futuro em 2022.


Por Marcos Alexandre









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