• Taís Moreira

Justiça revoga prisão temporária de estudante de veterinária picado por naja no DF

Pedro Henrique Krambeck foi preso suspeito de crime ambiental e de tentar atrapalhar investigações sobre tráfico de animais e foi solto no fim da tarde desta sexta-feira (31)


A Justiça do Distrito Federal mandou soltar, no fim da tarde desta sexta-feira (31), o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck, picado por uma cobra naja no começo de julho. Durante a tarde ele chegou a ser ouvido, durante três horas, na 14ª DP, do Gama.


Pedro é suspeito de crime ambiental e de ter tentado atrapalhar as investigações sobre o tráfico de animais exóticos. A prisão temporária foi revogada pela 2ª Turma Criminal, após pedido da defesa do jovem, de 22 anos.


Os advogados alegam que o estudante "prestou todos os esclarecimentos, firme no propósito de colaborar com as investigações". A defesa alega ainda que Pedro forneceu a senha do celular do padrasto dele, o tenente-coronel Eduardo Condi, da Polícia Militar – o aparelho foi apreendido.


Nesta sexta-feira, a Justiça do DF mandou soltar o colega de Pedro, Gabriel Ribeiro de Moura, de 24 anos, que estava preso temporariamente. Gabriel também é suspeito de tentar atrapalhar as investigações sobre um suposto esquema de tráfico de animais.


Desde a picada da naja, a Polícia Civil deflagou a chamada Operação Snake, que apura o tráfico de animais no DF, os investigadores apreenderam celulares de pessoas ligadas a Pedro Henrique Krambeck. Em um dos aparelhos, foram encontradas mensagens de Fabiana Volkweis – que é professora de Pedro e de Gabriel Ribeiro.


Em um dos trechos, ela diz para "soltarem as cobras no mato" –inclusive as peçonhentas (veja foto acima).


Na última semana, a professora foi ouvida pela Polícia Civil. Na última quinta-feira (30), o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) informou que está acompanhado as investigações e se colocou à disposição para esclarecimentos.


Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul, de 22 anos, foi picado por uma naja no dia 7 de julho. A cobra é uma das mais venenosas do mundo e não havia soro antiofídico no Distrito federal.


O hospital particular para onde o estudante foi levado precisou pedir o antídoto para o Instituto Butantan, em São Paulo – único local que tinha o soro no país, para pesquisa. Pedro entrou em coma e correu risco de vida.


As investigações da Polícia Civil, apontam que o jovem criava a cobra em casa ilegalmente e que tinha, pelo menos, 18 serpentes. A mãe e o padrasto de Pedro prestaram depoimento na sobre tráfico de animais e sabiam sobre a criação ilegal dos animais.


Após o incidente com a naja, a polícia da capital intensificou as investigações sobre a criação ilegal de espécies exóticas no DF. A corporação chegou afirmar que o caso revelou um esquema de tráfico de animais com prováveis ramificações internacionais.


No dia 17 de julho, o Ibama informou que havia afastado um servidor do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), suspeito de envolvimento no caso. De acordo com o instituto, foi instaurado um processo administrativo disciplinar interno para investigar a suposta participação de servidor.


Depois, em 23 de julho, a Justiça Federal de Brasília mandou o Ibama afastar uma servidora, suspeita de envolvimento em um esquema de tráfico internacional de animais silvestres e exóticos.


Com informações do G1


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