• Taís Moreira

Libaneses protestam contra o governo em Beirute

Os manifestantes, que tentam invadir o parlamento do país neste sábado, cobram das autoridades a responsabilidade pelas explosões.


Centenas de libaneses protestam contra o governo do Líbano neste sábado (8) na capital do país árabe, em Beirute. Eles criticam as lideranças políticas do país em um contexto de grave crise econômica do país e de reação depois das explosões que mataram mais de 150 pessoas e deixaram mais de 6 mil feridos na terça-feira (4).


Os manifestantes, que tentam invadir o parlamento do país neste sábado e entram em confronto com a polícia, cobram das autoridades a responsabilidade pelas explosões, uma vez que o depósito com nitrato de amônia não havia sido devidamente fiscalizado para evitar a tragédia.


Um protesto já havia acontecido perto da entrada do Parlamento libanês na noite dessa quinta-feira (6). Duas dezenas de pessoas ainda estão desaparecidas e mais de 250 mil ficaram desabrigadas, em um país que já sofria com a crise econômica e a pandemia do novo coronavírus.


Um líder da oposição defendeu que todos os parlamentares renunciem para que a população possa decidir como e quem deve ajudar a conduzir o país em seu processo de recuperação. O presidente Michel Aoun é acusado de negliência por libaneses revoltados com as explosões.


Na quinta-feira, em visita histórica a Beirute, o presidente da França, Emmanuel Macron, acenou com a realização de uma conferência internacional para levantar fundos para a reconstrução da cidade. E fez menção à corrupção do sistema político do país árabe.


"Essa ajuda, eu garanto, não vai acabar em mãos corruptas. Vou falar com todas as forças políticas para pedir um novo pacto", disse Macron.

"É um país que está se desintegrando a olhos nus, que não tem a coleta de lixo, não tem sistema bancário adequado nem infraestrutura que atenda às necessidades, além de produção de alimentos insatisfatória", disse Arlene Clemesha, professora de História Árabe da Universidade de São Paulo (USP).


"O país vem sofrendo uma enorme crise que é econômica, em primeiro lugar, política e social", acrescentou a historiadora.

Com informações da CNN

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