"Os termos para o fim do divórcio de Bolsonaro com o PSL"

“O PSL sinalizou com reconciliação", declarou o presidente.

"Na semana passada, Bolsonaro disse em uma live que recebeu convite para integrar três partidos e que houve conversas com o PSL. “O PSL sinalizou com reconciliação", declarou o presidente.


Essa reconciliação está sendo articulada pelo vice-presidente do PSL, Antonio Rueda, e conta com apoio de alguns parlamentares, entre eles o líder do partido na Câmara, deputado Felipe Francischini (PR) e senadora Soraya Thronicke (MS), conforme apurou Gazeta do Povo com quatro pessoas envolvidas diretamente nas negociações.


Bolsonaro e Bivar já deram um aval para um acordo. Porém, outras lideranças são contra. O presidente do diretório estadual de São Paulo e 2.º vice-presidente nacional da sigla, deputado Júnior Bozzella (SP), e o senador Major Olímpio (SP) são os maiores opositores da ideia. “Nós temos um posicionamento muito claro em relação a algumas pautas que foram abandonadas pelo presidente, como a defesa da Lava Jato e a economia liberal. Agora, a volta dele, ou não, depende de outros fatores. São Paulo é contra”, afirma Bozzella.


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A retirada dos processos de suspensão e expulsão dos deputados bolsonaristas é vista pelas duas alas do partido como uma clara sinalização de que Bivar aceitaria um armistício com o presidente da República. Dessa forma, esses deputados poderiam voltar a exercer funções como integrar comissões temáticas. Um exemplo é a Comissão Parlamentar de Inquérito (CMPI) das Fake News que investiga notícias falsas nas redes sociais. Mas, neste aspecto, o retorno de Bolsonaro também dependeria de um pedido de desculpas tanto dos deputados bolsonaristas quanto do próprio Bolsonaro após a briga pública ocorrida no ano passado. “Há um ressentimento mútuo que precisa ser dirimido”, admite uma liderança do PSL em caráter reservado.


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Um outro item que pode ajudar nas negociações é o apoio do PSL a uma eventual candidatura do deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança à prefeitura de São Paulo. Esta condicionante, porém, tem capacidade de minar de vez um possível acordo entre Bivar e Bolsonaro. A deputada Joice Hasselmann é pré-candidata à prefeitura de São Paulo e aliada de Bozzella. Hasselmann trabalha desde o ano passado para ser indicada do partido ao cargo. Tanto que chamou a presidente do Instituto Ayrton Senna Viviane Senna e o ex-secretário da Receita Federal Marcos Cintra para auxiliar na elaboração de seu plano de governo. Depois de romper com o presidente, Joice tornou-se uma das críticas mais ferrenhas a Bolsonaro nas redes sociais."


Com informações do Gazata do Povo



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