Presidente Bolsonaro promete ajuda ao Líbano e convida Temer para chefiar missão ao país árabe

O presidente afirmou que enviará nas próximas semanas ajuda ao Líbano, após a explosão que atingiu o seu principal porto, na capital Beirute, na última terça-feira.

Bolsonaro prometeu o envio de 4 mil toneladas de arroz ao país árabe, que teve o estoque de grãos e cereais comprometido por causa da explosão, além de uma aeronave com medicamentos e insumos básicos. Bolsonaro disse ainda que o Brasil vai mandar uma equipe técnica multidisciplinar para auxiliar na perícia da explosão e que convidou o ex-presidente Michel Temer, descendente de libaneses, para chefiar a missão ao país árabe.


As declarações de Bolsonaro foram feitas neste domingo durante uma videoconferência com líderes mundiais para organizar a ajuda internacional ao Líbano. O evento foi aberto pelo presidente da França, Emmanuel Macron, que pediu uma "ação rápida e eficaz" da comunidade internacional para a recuperação do país árabe.


A conferência é vista como uma forma de as potências ocidentais recuperarem influência no Líbano, onde os mais recentes governos aprofundaram a aproximação com Irã, Síria e China.


O presidente do Brasil fez uma transmissão ao vivo em suas redes sociais enquanto acompanhava o evento, junto com o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo. Bolsonaro abriu seu discurso prestando solidariedade ao Líbano e afirmou que, pelo tamanho da comunidade libanesa no território brasileiro, o que acontece no país árabe também afeta o Brasil.


— O Brasil é lar da maior diáspora libanesa do mundo. Dez milhões de brasileiros de ascendência libanesa formam uma comunidade trabalhadora, dinâmica e participativa, que contribui de forma inestimável com o nosso país. Por essa razão, tudo que afeta ao Líbano, nos afeta como se fosse o nosso próprio lar e a nossa própria pátria — declarou.

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'Rapidez e eficiência'


Além de Bolsonaro, outros líderes mundiais também discursaram na conferência, como Macron e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.


O francês, o primeiro líder internacional a visitar Beirute após a explosão, afirmou que as potências mundiais têm "o dever de apoiar o povo libanês". Macron afirmou ainda que Israel, país considerado inimigo pelo Líbano, já demonstrou interesse em ajudar a nação vizinha.


— Apesar das diferenças de opinião, todos devem ajudar o Líbano e seu povo — afirmou Macron — Nossa tarefa hoje é agir com rapidez e eficiência.

A explosão no Porto de Beirute, o principal do país, matou mais de 150 pessoas, ferindo cerca de 5 mil e deixando mais de 250 mil desabrigadas, além de abalar ainda mais a já fragilizada economia libanesa.


No entanto, os demais países têm receio de enviar ajuda para um governo considerado por seu próprio povo como profundamente corrupto. Algumas nações ainda têm preocupações com a influência do Irã e do grupo xiita Hezbollah no país.


Com informações do Extra


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