''Presidente não pode 'lavar as mãos'' Declara Caiado sobre pronunciamento de Bolsonaro

Atualizado: Abr 1

Governador de Goiás afirmou que população deve seguir os decretos assinados por ele e que determinam o fechamento do comércio, escolas e outros serviços.

O governado de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), criticou nesta quarta-feira (25), o pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, onde ele sugeria a "volta à normalidade" e o fim do "confinamento em massa", instituído para evitar a disseminação do coronavírus.


Em pronunciamento, Caiado afirmou que Goiás seguirá os decretos assinados por ele para conter a pandemia e que não admite a postura de Bolsonaro de "lavar as mãos" para a situação do coronavírus. O governador pede que o presidente assuma sua responsabilidade em relação ao atual cenário. "Fui aliado de primeira hora, durante todo tempo [de Bolsonaro], mas não posso admitir que venha agora um presidente da República lavar as mãos e responsabilizar outras pessoas por um colapso econômico ou pela falência de empregos que amanhã venha a acontecer. Não faz parte da postura de um governante", disse Caiado. "Um estadista tem que ter a coragem de assumir as falhas. Não tem de responsabilizar as outras pessoas. Assuma a sua parcela", completou.


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Caiado disse que todas as medidas determinadas por ele e que constam em três decretos já assinados foram discutidas com a comunidade científica e pesquisadores da área de saúde. O governador destacou ainda que não se furtará a tomar outras decisões se for necessário: 'Sei modular e calibrar corretamente as decisões que terei de tomar'. "As medidas serão duras. Se decisões tiver de tomar, eu as tomarei ao lado dos poderes constituídos Goiás como sempre faço, respeitando a população do meu estado", salientou. As ações de isolamento são recomendações de autoridades sanitárias, como a Organização Mundial da Saúde (OMS). Assim como em Goiás, em vários estados, os governos locais determinaram fechamento temporário do comércio, escolas e serviços que não são essenciais para evitar o avanço do vírus.

Caiado afirmou que não vai se acovardar diante do momento atual e que não é possível sacrificar vidas em nome da economia. "Buscam a tese que teremos um colapso econômico de grandes proporções [com a manutenção da quarentena]. Ora, o que é isso? É exatamente colocar na balança o que é mais importante: a vida ou a sobrevivência econômica. Nós podemos fazer as duas coisas", destacou. O governador elogiou a posição do empresariado goiano, que apesar de ter de fechar as portas devido à pandemia, tem "ajudado de sobremaneira" no combate ao vírus.


Por Marcos Alexandre com informações do G1


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