Sérgio Moro quer tornar público vídeo de reunião ministerial de Bolsonaro

Rodrigo Sánchez Rios advogado do ex-ministro disse que o material confirma as declarações dadas pelo ex-juiz da Operação Lava-Jato, Sergio Moro, tanto em seu anúncio de demissão quanto em seu depoimento à PF

Terminou há pouco a exibição, a investigadores da Polícia Federal (PF), do vídeo da reunião no Palácio do Planalto em que o presidente Jair Bolsonaro teria manifestado sua intenção de interferir politicamente nos trabalhos da corporação. A audiência teve início às 8h, na Superintendência da PF em Brasília. O advogado Rodrigo Sánchez Rios, que representa o ex-ministro Sergio Moro e assistiu à gravação, disse que o material confirma as declarações dadas pelo ex-juiz da Operação Lava-Jato tanto em seu anúncio de demissão quanto em seu depoimento à PF.

"É de extrema relevância e interesse público que a íntegra desse vídeo venha à tona. Ela não possui menção a nenhum tema sensível à segurança nacional", disse Rios.

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A imposição de sigilo é decisão do ministro Celso de Mello, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). O vídeo passará por perícia e, depois, seu conteúdo será transcrito e remetido ao decano para avaliação. Todos os presentes na exibição - investigadores, advogados das partes e o próprio Moro - assinaram um termo em que se comprometem com a manutenção de sigilo. O registro audiovisual foi indicado pelo ex-ministro como prova de que o presidente tinha interesse em demitir Maurício Valeixo da direção-geral da PF, para colocar alguém de sua confiança e ter mais acesso a relatórios sigilosos de inteligência. Moro diz ter sido ameaçado de demissão durante este encontro ministerial. Logo mais, vão prestar depoimento os ministros do núcleo militar Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo). Os três vão ser ouvidos ao mesmo tempo, em salas diferentes, no Palácio do Planalto. Na sede da PF, ocorrerá a oitiva dos superintendentes da PF no Rio, em Minas Gerais e no Amazonas.


Por Marcos Alexandre com informações do Valor Econômico





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