Trabalhador morre no Carrefour, e empresa esconde corpo com guarda-sóis

Corpo de Moisés Santos ficou no local toda a manhã; loja permaneceu aberta

O caso aconteceu na última sexta-feira (14), mas ganhou repercussão nas redes sociais, nesta quarta-feira (19), quando a foto do caso foi divulgada


Um representante de vendas, de 53 anos, da rede de hipermercados Carrefour morreu enquanto trabalhava em uma unidade do grupo, em Recife. Entretanto, o corpo de Moisés Santos foi coberto com guarda-sóis e cercado por caixas, para que a loja seguisse em funcionamento.


O caso aconteceu na última sexta-feira (14), mas ganhou repercussão nas redes sociais nesta quarta (19), quando uma foto foi divulgada. O corpo ficou no local entre 8h e 12h, até ser retirado pelo Instituto Médico Legal (IML).


O descaso do Carrefour com o funcionário chocou diversas pessoas. A deputada estadual fluminense Renata Souza (Psol) parafraseou a música Construção, de Chico Buarque. “Morreu na contramão atrapalhando o lucro. O que aconteceu no Carrefour é um retrato de um Brasil contaminado pelo bolsonarismo, que despreza a vida e banaliza a morte. O lucro jamais pode estar acima da vida das pessoas”, publicou no Twitter.


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Protocolo da empresa


O Carrefour publicou três notas nas redes sociais. Na primeira, lamentou o ocorrido e disse que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), assim que o prestador de serviços começou a passar mal. Em seguida, prestou solidariedade à família.


“Sentimos muito e, por conta do ocorrido, revisitamos os protocolos para implementar a obrigatoriedade de fechamento das lojas para fatalidades como essa”, disse a terceira nota publicada pela rede de hipermercados.


A ex-presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE) Carina Vitral criticou a postura da rede. “Essa história do Carrefour faz a gente pensar sobre o quanto esse sistema esmaga a vida das pessoas. Como assim um funcionário morre – trabalhando – e pra não fechar a loja, escondem o corpo com guarda-sóis? Normalizar uma situação dessas é perder de vez a empatia, a humanidade.”


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“Se for pensar bem, são mais de 100 mil pessoas cobertas por guarda-sóis pra ‘economia seguir’”, postou o ator e humorista Paulo Vieira.

Com informações da Rede Brasil Atual




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